terça-feira, 24 de maio de 2016

Do Estado de Defesa e do Estado de Direito



Notícias constantes veiculadas nas colunas políticas de mídia, com repercussões significativas nas redes sociais, asseguram que o atual governo aventou a hipótese de decretar as medidas constantes do Título V da Constituição (Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas). Elas seriam decretadas em razão do agravamento das posições políticas e ideológicas que se avultam atualmente no cenário nacional, e que poderiam redundar em confrontos físicos entre a corrente que está a favor do impeachment da presidente Dilma e a que está contra.

A situação econômica crítica do país e os visíveis conflitos e desacordos entre as Instituições maiores aumentam a ebulição dos debates políticos. Renomados analistas  já assinalam que vivemos em uma "crise de insensatez". Uma afirmativa real e não fantasiosa e que contamina os valores e as atitudes do cenário político nacional.

Qualquer que seja o resultado do processo de impeachment da presidente que ora ocorre no Congresso, o país atravessará um período de confrontos no qual as nossas Instituições, provavelmente, não serão capazes de conduzi-los ou solucioná-los. Deverão se socorrer dos artigos 136 e 137 do Título V que estabelecem as normas para a decretação de medidas a adotar em face de iminente instabilidade institucional, o Estado de Defesa ou o Estado de Sítio.

Caso se concretize o impeachment, indubitavelmente haverá reação por parte dos atuais governantes. A própria presidente, esquecendo-se de que é a maior autoridade de um país de dimensões continentais com 200 milhões de habitantes, voltou a agir como verdadeira militante partidária em comícios em pleno salão nobre do Palácio do Planalto. Diante de uma claque de juristas, intelectuais de esquerda, membros do PT e escudeiros do PC do B, bradou o já inócuo bordão "Não vai ter golpe!". Não deveria tê-lo feito, pois os juízes da mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal,  —  os "acovardados", segundo Lula —,  legitimam a abertura desse processo. Ela não só se insurge contra tais opiniões, mas também contra as decisões de Dr. Sérgio Moro, juiz primeira instância. Um conflito direto entre os dois Poderes, fato raro na história nacional e que joga por terra a máxima respeitada pela sociedade brasileira, a de que "decisão judicial não se discute, cumpre-se!".

Essas posições radicais, autoritárias e antidemocráticas bem demonstram o que seria do país se essa ex-guerrilheira, ainda considerada heroína por setores das esquerdas radicais brasileiras, assumisse o poder nos idos de 1970. Não teríamos um regime democrático como apregoam seus correligionários, mas sim um regime semelhante ao sanguinário regime cubano da época, onde "el paredon" tornou-se o mais abominável símbolo da revolução cubana.Fidel Castro, ícone maior das esquerdas latino-americanas, acabou de dar ao mundo um exemplo de fanatismo ideológico publicando um artigo no jornal oficial do Partido Comunista Cubano (Granma), no qual desaprova a visita do presidente americano à paradisíaca ilha de Cuba. A aprovação dos cubanos à visita não foi levada em conta. Caso semelhante ocorre aqui, quando a presidente, movida por seu fanatismo ideológico, bem claro em suas últimas declarações e com a aprovação de seus seguidores, e não querendo ver a enorme desaprovação que o povo brasileiro lhe dá, conduz a nação para o abismo.

Nas gravações reveladas pela Operação Lava Jato, o ex-presidente Lula, líder e mentor da presidente, expressou-se de modo chulo nos diálogos, abusando de termos obscenos, para ofender a outros poderes, demonstrando apego incomensurável ao poder e também não querendo ver o mar de lama em que se afogou o seu partido. Para reforçar o tema deste artigo, é preocupante o efeito de seus discursos a sindicalistas e membros de movimentos ditos sociais e organizações estudantis, porque o que diz aumenta a agressividade que lhes é peculiar. "Guerra" é um termo constante de suas falas, acirrando mais ainda com isso o confronto ideológico criado pelo Foro de São Paulo, o "nós contra eles", uma conspiração das elites brasileiras contra o atual governo dos pobres. O ódio crescente que se observa é o prenúncio de tempos escuros e de conflitos entre irmãos, de proporções maiores que já viveu a nação no passado. Ao agir dessa forma, optou por usar bravatas exaltadas que só poderão levar o país a perigosas convulsões internas.

Nesse contexto, se forem adotadas as normas do Estado de Defesa ou de Sítio, as Forças Armadas serão empenhadas. Os militares da ativa e da reserva, bem como a maioria dos cidadãos brasileiros de bem, não mais aceitam o "jogo político" praticado e que está destruindo a maioria das Instituições. Também não mais confiam em falsos paladinos que habitam o noticiário e posam como grandes orientadores da sociedade brasileira, mas que, na verdade, só a contaminam.

O Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, assessores diretos da Presidência da República na adoção dessas medidas, são autoridades do governo e dificilmente decidirão de modo contrário aos seus interesses. Se assim acontecer, o interesse nacional será secundário. Então, como agirá o militar, de qualquer nível hierárquico, no cumprimento de missões oriundas e determinadas por esses preceitos constitucionais se as considerar ilegais e consubstanciadas a velados interesses de um "jogo político"? Como aceitaria cumprir um ato que julga ilegal dentro de uma missão legal?

A nação brasileira encontra-se em um patamar crítico de sua história e não se antevê uma solução que possa trazer uma paz civilizada e democrática ao seu povo. As Forças Armadas, a instituição de maior conceito junto à sociedade, não poderão ser denegridas em função dessas "crises de insensatez". Seus comandantes deverão estar atentos, pois o soldado brasileiro, conforme reza o seu juramento, é o guardião da honra, da integridade e das instituições do Brasil!
03/04/2016 - Rômulo Bini Pereira - General de Exército, na reserva - Ex-Chefe/Estado-Maior da Defesa -alertatotal.net/2016/04/do-estado-de-defesa-e-do-estado-de.html?spref=fb

domingo, 22 de maio de 2016

Palavra certa - Padre Zezinho

Dá-me a palavra certa
Na hora certa
E do jeito certo
E pra pessoa certa

Dá-me a cantiga certa
Na hora certa
E do jeito certo
E pra pessoa certa

Palavra é como pedra
Preciosa sim
Quem sabe o valor cuida bem do que diz
Palavra é como brasa
Queima até o fim
Quem sabe o que diz há de ser mais feliz

Dá-me a palavra certa
Na hora certa
E do jeito certo
E pra pessoa certa

Dá-me a cantiga certa
Na hora certa
E do jeito certo
E pra pessoa certa

Palavra é como pedra
Preciosa sim
Quem sabe o valor cuida bem do que diz
Palavra é como brasa
Queima até o fim
Quem sabe o que diz vai levar a palavra
https://youtu.be/c61bQAYAy-4

sábado, 21 de maio de 2016

Silvanis Roque da Silva, um grande testemunho

Confesso que tive em minha vida, muito poucas oportunidades, de ter
visto ou ouvido um testemunho tão grande e tão maravilhoso.
Não tenho dúvida, de que, o que Deus fez na vida deste homem, é algo tão
grandioso e tão divino, que muitos olhos jamais viram, e muito poucos
ouvidos, ouviram o que aqui se ouve.
Fico encantado quando vejo testemunhos como este, que mesmo ao mais
incrédulo, obriga a pensar.

"Vede, agora, que eu, eu o sou, e mais nenhum deus comigo; eu mato e eu
faço viver; eu firo e eu saro; e ninguém há que escape da minha mão."
(Dt 32:39)

Grandioso é o Deus de minha vida, o Deus de Paz, o Deus de Amor, o Deus
de Nosso Senhor e Salvador Jesus, o Cristo de Nazaré... Amém e Amém! -
(apóstolo ely silmar vidal)
https://youtu.be/3O7tUkeZFVU

Perdoar, Sim ou Não?



"Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo." (Lc 6:38)

Segundo tudo o que lemos e aprendemos, dirigidos pela Santa e Sagrada Palavra, devemos levar em conta, que devemos perdoar a todos.
Estando envolvidos ou não, todos devemos exercitar o perdão, e parar de olhar para os erros, uns dos outros, porque o cair é do homem e o levantar pertence, única e exclusivamente a Deus.

"O SENHOR sustenta a todos os que caem e levanta a todos os abatidos." (Sl 145:14)

Além disso, temos que analisar que pecador por pecador, todos somos.

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus," (Rm 3:23)

Acaso, não somos pecadores?
Se não o somos, então a palavra mente e se a palavra mente, porque a seguimos?

"Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós." (1 Jo 1:8-10)

Mas acima de tudo isso, devemos nos lembrar, do que Cristo nos diz, acerca do perdão.

"Então, Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete." (Mt 18:21-22)

Porque, assim mesmo e da mesma forma, como podemos perdoar, então, que se note quantas, e quão maravilhosas obras, estaremos produzindo.
Serão com toda a certeza notadas, porque Cristo, quando produzia as obras, dava para se perceber o quanto Ele irradiava e emanava o perdão.

"Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar pecados - disse então ao paralítico: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa." (Mt 9:6)

Infelizmente, a maioria de nós, ainda quer estar na condição de julgador, mesmo tendo sido essa condição, não indicada por Deus a Seus filhos.
A condição que nos foi indicada é a condição de Servos.
E eu, na qualidade de servo, deixo-vos a paz, aquela que excede a todo entendimento, porque provém do trono sagrado do Senhor, e nessa mesma condição te abençoo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém e amém!

(ely silmar vidal - skype: siscompar - fones: DDD (041) (TIM) 9820-9599 - (CLARO) 9821-2381 - (VIVO) 9109-8374 - (OI) 8514-8333 - mensagem 200516 - Perdoar, Sim ou Não? - imagens da internet)

Que o Espírito Santo do Senhor nos oriente a todos para que possamos iluminar um pouquinho mais o caminho de nossos irmãos, por isso contamos contigo.

Se esta mensagem te foi útil, e achas que poderá ser útil a mais alguém, ajude-nos:

(ficaremos muito gratos que, ao replicar o e-mail, seja preservada a fonte)

leia este texto completo e outros em:
http://www.elyvidal.com.br

#Cojae #Conipsi #Dojae #RádioEvangélica #PortalDaRádio #TurbineSuasVendas #GanheVisitas #SantoDosSantos #InstitutoIESS #CalaaBocaPTralha #IntervençãoConstitucional #IgrejaEvangélicaSantoDosSantos

PT irrita Exército ao confessar que não conseguiu dar golpe militar



É para isto que serve o Exército! Não é para dar "golpe militar", mas, entre outras coisas, para evitar golpes. Ou então para denunciar a tentativa de totalitários (ambicionando dar golpes) sabotarem o Exército. Vemos que o general Eduardo Villas Boas agiu bem ao repelir uma resolução petista onde o partido afirmava sua intenção de dar um golpe militar no estilo chavista. Leia a coluna de Eliane Cantanhede:
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, reagiu com irritação à Resolução do Diretório Nacional do PT sobre Conjuntura, aprovada na última terça-feira, em que o partido, em meio críticas à própria atuação e ao governo Dilma Rousseff, incluiu um "mea culpa" por não ter aproveitado seus 13 anos no poder para duas providências em relação às Forças Armadas: modificar o currículo das academias militares e promover oficiais com "compromisso democrático e nacionalista".
"Com esse tipo de coisa, estão plantando um forte antipetismo no Exército", disse o comandante ao Estado, considerando que os termos da resolução petista _ e não apenas às Forças Armadas _ "remetem para as décadas de 1960 e de 1970″ e têm um tom "bolivariano", ou seja, semelhante ao usado pelos regimes de Hugo Chávez e agora de Nicolás Maduro na Venezuela e também por outros países da América do Sul, como Bolívia e Equador.
Segundo o general Villas Boas, o Exército, como Marinha e Aeronáutica, atravessam todo esse momento de crises cumprindo estritamente seu papel constitucional e profissional, sem se manifestar e muito menos sem tentar interferir na vida política do país. Ele espera, no mínimo, reciprocidade. Além dele, oficiais de altas patentes se diziam indignados contra a resolução do PT. Há intensa troca de telefonemas nas Forças Armadas nestes dois últimos dias.
Eis o parágrafo da Resolução do PT que irritou o Exército, na página 4 do documento:"Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de 5 verbas publicitárias para os monopólios da informação."
Mas por que o PT quereria tanto dar um golpe? Ora, basta estudarmos a história recente da Venezuela para saber que o plano bolivariano sempre resulta em tirania. Sorte que descobrimos a tempo.
Fonte: PT irrita Exército - 19/05/2016
-lucianoayan.com/2016/05/19/pt-irrita-exercito-ao-confessar-que-nao-conseguiu-dar-golpe-militar/

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Carta aberta a Fernanda Montenegro



Prezada Senhora,

Sirvo-me da presente para fazer algumas considerações sobre a sua adesão à manifestação contra a decisão de fundir – sim, o governo interino procedeu à fusão das pastas, e não à extinção de nenhuma delas – o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação, que passam a integrar o Ministério da Educação e Cultura (MEC), como o foi no passado. Para minha surpresa, a senhora fez a seguinte declaração: "Isso é uma tragédia. E o presidente interino vai pagar um preço alto por essa visão de um ministério que é sempre dotado de um orçamento miserável, mas é a base de um país". Sua alegação é tão sintomática que requer uma análise acurada, o que passo a fazer adiante, embora eu não esteja convicta de estar à altura da incumbência. Preliminarmente, cumpre destacar a influência que a senhora exerce sobre o povo brasileiro, o que lhe atribui imensa responsabilidade sobre o teor das suas palavras. Uma pessoa com tamanho prestígio pode dar grande contribuição para um povo que atravessa tão difícil momento de transição política e econômica, como é o caso do Brasil.

Passando ao mérito, a senhora começa atribuindo à fusão das duas pastas a condição de "tragédia", quando nossas verdadeiras tragédias são outras, entre as quais podemos citar: (1) a situação dos hospitais da rede pública; (2) a violência urbana – que, em 2015, levou à morte mais de 42 mil brasileiros –; (3) a epidemia do vício em drogas, cuja entrada no país foi extraordinariamente facilitada pelo criminoso relaxamento das fronteiras nacionais para execução das políticas estabelecidas pelo metagoverno que atende pelo nome de Foro de São Paulo; (4) o rombo dos fundos de pensão, que já prejudica milhões de aposentados e pensionistas que dependem disso para viver; (5) a corrupção sistêmica do governo que recebeu amplo apoio da classe artística, com raras e honrosas exceções; (6) o altíssimo índice de desemprego, que já ultrapassa 11 milhões de brasileiros e que tem levado ao desespero inúmeras famílias – se cada trabalhador tiver 3 pessoas economicamente dependentes, significa que 44 milhões de pessoas compartilham esta dramática situação, quase um quarto da população nacional –; (7) e a crise política e econômica, que obriga o governo interimo a cortar drasticamente os gastos públicos. Isso, senhora, são nossas verdadeiras tragédias.
 
Na frase seguinte, a senhora argumenta que "o presidente interino vai pagar um preço alto por essa visão (…)". Vale perguntar – porque resisto a acreditar – se isso é uma ameaça. Bem, se a senhora pressiona com tom de intimidação o presidente interino – escolhido para ocupar o cargo de vice-presidente pela presidente que recebeu amplo apoio da sua classe –, que acaba de tomar posse e tem a desafiadora missão de ajustar as contas públicas, então, é bom lembrá-la que Michel Temer, assim como Itamar Franco, está na única situação em que o Brasil pode ser governado sem populismo, a maior praga da América Latina. Como ele não pretende se candidatar à Presidência da República, nas próximas eleições, não precisará submeter sua gestão aos caprichos de pessoas mimadas e egoístas, que usam discursos coletivistas para legitimar seus interesses pessoais e corporativistas.

Ainda na mesma frase, comentada no parágrafo anterior, a senhora explica a "visão" do presidente interino que reputa como "trágica": a "visão de um ministério que é sempre dotado de um orçamento miserável". Ora, nosso orçamento público é miserável sim! Aliás, assim como a ciência médica existe em razão da enfermidade, a ciência econômica existe para solucionar um problema – a escassez de recursos –, razão pela qual todo gestor, público ou privado, mesmo numa situação superavitária, tem a obrigação moral de fazer mais com menos. No caso do orçamento público brasileiro, a situação é ainda mais grave, uma vez que esse tem um déficit de mais de 150 bilhões de reais, sem contar com o rombo das unidades federativas, das estatais e dos fundos de pensão. Ressalte-se, ainda, que a gravíssima situação dos cofres públicos é resultado da gastança criminosa do governo impedido pelo Congresso Nacional, e não do governo interino contra o qual a senhora se rebelou publicamente. A senhora, como formadora de opinião, deveria estar lembrando aos seus pares que só há duas maneiras de um governo alcançar o superávit: através do aumento da carga tributária ou por meio de corte nos gastos públicos. Considerando que o povo brasileiro já é espoliado com a dedução compulsória de 40% da sua renda, resta-nos a redução dos gastos. Então, eu lhe pergunto em que item a senhora propõe que os gastos públicos sejam cortados: (a) na saúde, (b) na segurança pública, (c) nos programas sociais (que, aliás, foram mantidos pelo governo interino), (d) na infraestrutura, ou (e) nenhuma das alternativas anteriores? Eu não duvido que a classe artística opte pela alternativa "e", mas a senhora tem maturidade suficiente para saber que, assim, a conta não pode fechar.

Uma das lições de Margaret Thatcher era a seguinte: "Nunca esqueçamos uma verdade fundamental: o Estado não tem fonte de dinheiro senão o dinheiro que as pessoas ganham por si mesmas e para si mesmas. Se o Estado quer gastar mais dinheiro, somente poderá fazê-lo emprestando de sua poupança [que o Estado brasileiro definitivamente não tem] ou aumentando seus impostos [ou seja, tirando mais do povo]. Não há dinheiro público, há apenas dinheiro dos contribuintes". Se para a gestão do orçamento doméstico não há mágicas, o mesmo serve para o orçamento público, pois ambos são regidos por leis matemáticas e contábeis, que não podem ser revogadas pelo decreto de um burocrata. Assim, a fatura da gastança do governo anterior, que recebe a apropriada alcunha de "herança maldita", deve ser paga por toda a sociedade, e não pela população usuária de serviços públicos essenciais – como saúde, segurança e educação.

E por falar em educação, não tomei conhecimento de qualquer mobilização da constelação de celebridades para contestar a fusão dos dois ministérios em virtude do prejuízo que a medida eventualmente possa causar aos que dependem do ensino público. Não. A reclamação é somente com a "cultura", nome mais palatável para o setor de entretenimento, que é o que realmente está em jogo aqui. A razão dessa atitude corporativista é simples: o que os senhores realmente estão exigindo é privilégio, já que, sem a proteção estatal, os preços dos shows, filmes e peças teatrais, evidentemente, subirão, e os senhores terão que, como todo brasileiro, experimentar o gosto amargo da crise econômica causada pelo governo que vocês mesmos apoiaram. Ao arguir que entretenimento – como aconselharia Confúcio, vamos dar os nomes certos às coisas, até porque cultura é algo muito mais amplo – é "a base de um país", a senhora está usando um discurso coletivista para defender a microesfera dos seus interesses pessoais, pois, embora seja realmente importante, não deve ser subsidiado pelo Estado, mas pago pelo usuário do serviço. Base de um país, minha senhora, e que só pode ser patrocinada pelo Estado, é saúde e educação (para os que não podem pagar), segurança, defesa e justiça. Essas são as obrigações estatais dos povos prósperos; o resto – francamente! – é serviço a ser pago pelo consumidor, e não pelos cofres públicos. No entanto, não é esse o entendimento do governo interino, pois, infelizmente, ele afirmou que dará mais verbas para a "cultura" e ampliará a Lei Rouanet, o que, diante de todo o exposto acima, eu lamento muitíssimo. Assim, a fusão dos dois ministérios terá como economia apenas a redução dos gastos com funcionalismo público (ordenados, gratificações e privilégios) e despesas de infraestrutura.

A senhora conclui: "Esse congresso aí pode achar que é uma bobagem, uma frescura ou coisa de veados ou de alienados ou… Esse governo, até quando ele existir na atual conjuntura do Temer (sic), vai sofrer um protesto violento, e eu estou neste protesto". Torço para que o presidente interino não sucumba às ameaças e intimidações da sua classe e corte o que for lícito cortar para o bem do nosso povo, que é quem paga a conta da inconsequência dos senhores.

* Mônica Lustosa  é advogada, especialista em propriedade intelectual e diretora jurídica da HoodID – Registro de Direitos Autorais Online -institutoliberal.org.br/blog/carta-aberta-fernanda-montenegro/

Uma pessoa homenageia Dilma, mas a farsa é desmascarada

A falsa pobre, que se chama Marjorie de Oliveira Calderaro, esposa do
vereador Zequinha Calderaro (PSD-PA) da cidade de Oriximiná no Pará.
O que tem de verdade, ela é de fato lá da cidade de Oriximiná no Pará.
Pode ter viajado 10 horas de barco para ir agradecer à Dilma?
Bem, uma pessoa que viaja à Europa, como consta de suas fotos no face,
não costuma viajar 10 horas de barco. Além disso, a mulher de um
vereador, que é assessora parlamentar de um deputado, ambos da base de
articulação do governo, não faria dessa forma o agradecimento de algo
que fosse verdadeiro. Até porque, a verdade dispensa "mise-en-scène", a
verdade se impõe por suas próprias virtudes.
Bem, conforme consta, essa "pobre", sim, miserável pessoa, em termos de
caráter, ética e vergonha na cara, é secretária parlamentar do deputado
estadual do Pará, o Junior Ferrari (PSD-PA). E ainda consta a seu favor,
a propriedade de uma empresa de nome: Marjorie Decorações Flores Buffet,
o que julgo ser interessante, uma espécie de devassa na pessoa física da
moçoila, incluindo aí, uma devassa em seu redor, pois, uma pessoa que se
presta a isso, creio, tem muito a explicar. (ely silmar vidal)
https://youtu.be/Zfhk5VEHZwc